Prefeitura de Ituporanga intensifica orientação e fiscalização contra comércio ambulante irregular

Prefeitura de Ituporanga intensifica orientação e fiscalização contra comércio ambulante irregular

A Prefeitura de Ituporanga está intensificando as ações de orientação e fiscalização do comércio ambulante no município. A medida busca proteger o comércio formal, garantir segurança aos consumidores e assegurar que os próprios trabalhadores atuem dentro da legalidade.

Embora o comércio ambulante represente uma alternativa de renda para muitas famílias, a atividade exercida sem licença municipal, sem nota fiscal e sem o devido cadastro gera concorrência desleal, riscos à população e prejuízos à arrecadação pública.

Segundo a fiscal de Obras e Posturas, Ivone Mariano Bortoluzzi, no primeiro momento, é feita a orientação ao ambulante sobre a necessidade de regularização. Persistindo a irregularidade, a legislação prevê a apreensão das mercadorias.

“Nosso objetivo é sempre orientar antes de punir. Nas abordagens, explicamos como o trabalhador pode se regularizar. Nosso foco é que ele compreenda a importância de atuar dentro da lei”, afirma.

Regularização é obrigatória — mesmo para quem é MEI

A Prefeitura reforça que, mesmo sendo Microempreendedor Individual (MEI), o ambulante precisa cumprir exigências municipais para atuar em Ituporanga.

Entre elas:

  • Solicitar a licença junto ao Setor Tributário da Prefeitura
  • Apresentar nota fiscal de procedência das mercadorias
  • Pagar a taxa correspondente para exercer a atividade no município

Sem essas exigências, a atividade é considerada irregular.

Concorrência desleal impacta comércio e empregos

Enquanto comerciantes estabelecidos arcam com impostos como ISS e ICMS, alvarás, encargos trabalhistas e despesas fixas, o ambulante irregular não incorpora esses custos ao preço final, podendo vender produtos com valores inferiores aos praticados no comércio formal.

Essa diferença afeta diretamente o faturamento das empresas locais, podendo resultar em demissões e até fechamento de estabelecimentos.

Produtos sem nota fiscal colocam consumidores em risco

A comercialização sem nota fiscal também traz riscos à população. Produtos podem ter origem desconhecida, ser fruto de contrabando ou não oferecer qualquer garantia ao consumidor.

Sem o documento fiscal, não há possibilidade de troca, assistência técnica ou responsabilização do fornecedor em caso de defeito ou problema de saúde.

 

Objetivo é proteger trabalhadores e consumidores

A administração municipal reforça que o combate ao comércio irregular não é uma ação contra o trabalhador, mas uma medida para garantir igualdade de condições, proteção ao consumidor e dignidade ao próprio ambulante.

A orientação é que os interessados procurem o Setor Tributário da Prefeitura para obter informações sobre a regularização e exercer a atividade de forma legal no município.